sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Brasileiro cria "lâmpada" com garrafa pet e consegue dar luz de graça a milhares de pessoas


Morador de Uberaba (MG) desde 1980, o mecânico natural de Itajaí (SC), Alfredo Moser, 61 anos, inventou em 2002 a "luz engarrafada". O produto, criado para economizar energia e preservar o planeta, já beneficia milhares de pessoas pelo mundo. A "lâmpada de Moser" está em uso em pelo menos 15 países, entre eles Filipinas, Bangladesh, Índia, México, Colômbia.
Mesmo com todo esse sucesso, Moser, que concluiu apenas o ensino fundamental, permanece vivendo com extrema simplicidade ao lado da esposa Carmelinda, com quem é casado há 35 anos, e do filho Samuel, de 27 anos. Sua consciência ecológica e sua postura solidária impressionam.
"Nunca pensei em ficar rico, mas sim em ajudar a população, pois a energia elétrica é muito cara, e em contribuir para a preservação do planeta," diz. Dependendo da força do calor, segundo mediu um engenheiro da Cemig, a "lâmpada de Moser" é de 40 a 60 watts.
Além de usar sua lâmpada em casa, Moser já a instalou em casas de vizinhos e até em um supermercado do bairro. Ademar Bernardes Júnior, dono do estabelecimento, quer ampliar o uso da iluminação, que atualmente é restrita ao depósito, também para outros ambientes do supermercado.
"Eu gostaria que as autoridades políticas apoiassem a iniciativa que vem ao encontro do conceito de sustentabilidade", diz Bernardes Júnior.
A "lâmpada de Moser" já é usada em áreas mais pobres em estufa para a produção de alimentos. Há casos em que a economia com energia, de aproximadamente 30%, permitiu que a família carente comprasse o enxoval do bebê. E ele revela que já consegue colocar sua lâmpada até em casas com laje, utilizando baldes de plástico.
No Brasil, além de em Uberaba, sua lâmpada também é usada em Santa Catarina, instalada por um primo; em Osasco (SP), no Núcleo de Educação Ambiental, no Parque Chico Mendes; em Brasília e no Piauí.
Investidor.  O sonho de Moser é que uma empresa se interesse pela sua invenção e possa investir em tecnologia para que ela tenha um formato mais decorativo, ilumine mais e também à noite. É que a lâmpada inventada por ele, usando garrafa pet com água e duas tampinhas de água sanitária, instalada no telhado com massa plástica, depende da luz do sol. "Eu já sei como fazer ela clarear à noite, mas preciso de apoio financeiro."
Moser já procurou políticos das esferas municipal, estadual e federal, mas ainda não conseguiu apoio para registrar o seu invento nos órgãos competentes. "O governo deveria ter um órgão de acesso fácil pelos inventores para patentear seus produtos, até porque cada invento movimenta diversos segmentos da economia", observa. Moser mostra uma lista de vários locais que já o instruíram a procurar, mas ele não possui recursos financeiros para cobrir os gastos com viagens. "Se gasta muito dinheiro para ir ao espaço, por exemplo, e coisas simples assim dificilmente têm respaldo", lamenta.
Nas Filipinas, o diretor executivo da Fundação MyShelter, Angelo Illac Diaz, segundo ele, conseguiu apoio e começou a fazer as lâmpadas em 2011, que já iluminam 140 mil casas.
"Isso é o que me deixa emocionado. Ver a alegria de pessoas que vivem na pobreza terem luz em casa sem custo nenhum", enfatiza. A luz engarrafada representa uma revolução, pois é limpa, eficiente e sem custo. Ele se emociona ao dizer que deixará um legado importante para a humanidade, pois esta será a luz do futuro, já que daqui a milhões de anos a água vai acabar e a "lâmpada de Moser" ilumina com energia solar. Seu projeto ganhou projeção nacional com a aprovação de engenheiros de centrais elétricas.
Tudo começou quando Moser trabalhava em Brasília, na década de 70. Como as quedas de aviões eram constantes, ele se preocupou em criar formas de sinalizar a ocorrência de acidentes. O chefe dele disse que se fosse necessário bastaria usar uma garrafa de vidro com água que refletiria o sol e pegaria fogo no capim. A fumaça sinalizaria e ele guardou a ideia sempre pensando em aperfeiçoá-la, mas sem o uso de vidro. Por isso optou pela garrafa pet.
Filho de pai de origem italiana e mãe de origem alemã, Moser foi trabalhador braçal para ajudar os pais a arcar com as despesas para manter os seus 11 irmãos na escola. A maior alegria de Moser é que, antes de seus pais morrerem, estavam orgulhosos da invenção do filho.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Sibá faz prestação de conta aos comerciantes da Baixada da Sobral

Eu, Gilmar Torres, Sibá e Fran da Total Flex Multifaxina Ltda.

Estive ontem, dia 22 de fevereiro, visitando os comerciantes da Baixada da Sobral juntamente com o deputado federal Sibá Machado, onde o mesmo fez uma prestação de conta dos compromissos assumidos com a nossa comunidade no ano de 2010, quando revindicávamos a instalação de banco, correios e uma unidade do IFAC na nossa regional.

Para sermos atendidos em nossas reivindicações fizemos inclusive um abaixo assinado que foi entregue às autoridades. No mesmo ano o deputado Sibá Machado assumiu com os moradores e comerciantes o compromisso de lutar pela implantação destes órgãos e, de fato, vimos sua atuação e hoje já dispomos de unidades dos Correios e IFAC funcionando na Baixada da Sobral, restando apenas o Banco do Brasil.

Sibá com os proprietários da empresa de fabricação de coletes de Moto-Táxi que atende Rio Branco e Rondônia.

Neste sábado o deputado visitou os comerciantes para assumir o compromisso de continuar lutando pela comunidade e garantiu que em breve o Banco do Brasil está funcionando, para melhor atender os moradores e os comerciantes.


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Sobre os arrastões e blitz da polícia na Baixada da Sobral


Os arrastões que a polícia faz nos bairros não é melhor que a presença permanente nas ruas. Lembro que nas gestões do major Juvenal e Paladino, na Baixada da Sobral, foi o período onde a população se sentiu mais segura. Primeiro pq a policia estava diariamente em rondas ostensivas e, segundo, pq os comandantes tinha contato direto com a comunidade, se faziam presentes, conversavam com as pessoas, ouvia reclamações e sugestões. Isto elevou muito a moral da polícia e o sentimento de segurança na comunidade. Embora seja útil, essas blitz servem mais pra demonstrar a força da policia, mas não resolve nada. Ou vcs acham que os bandidos são bestas de passar por uma blitz?

Os assaltos e roubos são planejados.

 Os bandidos não vão está por aí rodando de carro atoa com armas. Eles atuam na hora certa, quando a policia menos espera. Investimento bom seria na polícia civil, em inteligência, pra desmontar as ações da bandidagem. 

Com esses arrastões, no máximo prendem algum bêbado de bem, aplicam algumas multas e enchem o saco dos motoristas. Operação boa é a do dia-a-dia, com rondas ostensivas e envolvimento com a população.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

No Acre é assim.


Defensor diz que acusação contra Telexfree é injusta e que Acre não poderia julgar o processo


Em artigo publicado no Facebook, o defensor público Valdir Perazzo afirma que tinha preconceito contra o Marketing Multinível, mas que com a atitude dos divulgadores de lutarem pela volta da empresa - bloqueada no ano passado pela Justiça acreana por suspeita da prática de pirâmide financeira -, ele diz que se solidarizou com os seus divulgadores e sua causa.
O artigo diz, ainda, que o foro competente para discussão da causa jamais poderia ser Rio Branco e, com isso, os divulgadores são vítimas de uma grave violação de seus direitos humanos.
Veja o artigo na íntegra:
Divulgadores da TelexFREE: Madeira Lei que Cupim não Rói
Em meados dos anos 90 tive o primeiro contato com o Marketing Multinível (MMN). Convidado que fui por uma pessoa do meu relacionamento social, assisti uma reunião demonstrativa da Am way.
Confesso que esse primeiro contato não me causou uma boa impressão. O entusiasmo dos participantes me provocou uma certa desconfiança de que poderia haver manipulação mental.
Criou-se em mim um bloqueio com relação ao Marketing Multinível (MMN). Uma resistência a essa atividade econômica que já era praticada nos Estados Unidos desde os anos 40 do século passado.
Passaram-se os anos sem que me aproximasse mais de pessoas que tivessem como atividade esse tipo de venda direta. Acho que criei um preconceito. Fechei minha mente. Tinha respostas dogmáticas para os que tentavam me convencer sobre a importância do Marketing Multinível (MMN) para transformação das pessoas e da economia de um país.
Pois bem. Mudei de ideia! Essa mudança deveu-se à causa, ora em trâmite, na 2ª. Vara Civel da Comarca de Rio Branco, em que são partes o Ministério Público do Estado do Acre e a empresa Ympactus Comercial Ltda., cujos efeitos indiretos terminaram por atingir pessoas do meu relacionamento, e até parentes distantes.
Antes de mudar minhas crenças sobre o Marketing Multinível (MMN), sobre a TelexFREE, nada sabia. Ignorava tudo sobre a atividade da empresa que freneticamente se desenvolvia no Estado do Acre e demais estados da federação.
Uma única pessoa me abordou sobre o tema – uma prima de Pernambuco pela rede social. Prontamente rejeitei a ideia com uma frase feita: “Comerás o pão com o suor de teu rosto”, como se alguém desse ramo (MMN), não trabalhasse..., e muito.
O que foi contribuindo para que mudasse de ideia. Dei-me conta de que nas manifestações que ocorreram na cidade de Rio Branco, organizadas pelos divulgadores, não havia manifestantes insatisfeitos com a empresa. Todos (manifestantes) eram solidários para com a empresa ré no processo. Pugnavam pela volta das atividades da TelexFREE. Identificam-se com esta.
Com a vinda do jovem Aerci para Rio Branco, aqui fazendo um protesto extremo (acorrentou-se e fez uma greve de fome), o gesto me provocou viva impressão. De desconfiado e preconceituoso com o Marketing Multinível (MMN), me tornei solidário com os seus divulgadores e com sua causa.
Procurei ler sobre o tema. Pedi sugestão bibliográfica sobre o assunto a um divulgador. Li dois livros sobre Marketing Multinível (MMN) e vários artigos de fundo. Acessei sites. Conversei com os divulgadores. Um deles me deu um depoimento eloquente: “se para recuperar o que a justiça me bloqueou tivesse que ajuizar ação contra a empresa (TelexFREE), preferiria perder”.
Formei meu convencimento. Convenci-me da importância da atividade econômica para o Brasil (um terço do PIB americano é oriundo do MMN). Convenci-me da necessidade de que o Brasil precisa ter uma legislação moderna sobre o assunto, que tem incursões na Indústria digital.
Convenci-me da injustiça da causa contra a empresa, com efeitos desastrosos sobre um número tão elevado de pessoas, equivalente à população do Distrito Federal, uma metrópole.
Convenci-me de que o foro competente para discussão da causa, por texto expresso de Lei (CDC), jamais poderia ser Rio Branco. Os divulgadores, supostamente em nome de quem a ação foi proposta, estão em todos os Estados da Federação, o que deslocaria a competência para o Distrito Federal.
Convenci-me de que os divulgadores são vítimas de uma grave violação de seus direitos humanos. Foram desapossados de seus bens – com origem na venda de um carro, uma casa, uma moto, uma chácara, um empréstimo – sem o devido processo legal. Não são partes no processo, mesmo assim tiveram seus bens (direito de propriedade), apreendidos. Criminalizou-se uma atividade econômica, como se deu quando do nefasto Plano Collor, com base numa legislação revogada pelo desuso.
Entendo que a situação exige uma atenção especial do Ministério Público Federal. Os divulgadores foram atingidos em seus direitos fundamentais: direito de propriedade e o direito de não ser privado dos seus bens, sem o devido processo legal, ambos garantidos pelo Pacto de San José da Costa Rica, e consequentemente, pela Constituição Federal. 
Criam-se as condições, portanto, de um deslocamento de competência da ação para a Justiça Federal (art. 109, parágrafo 5º. da CF).
Não vi, até hoje, depois de mais de 07 (sete) meses, nenhum divulgador praguejando contra a empresa TelexFREE. Mesmo desapossados dos seus bens. Expectativa havia de que tal situação levaria os divulgadores a se voltarem contra a empresa. Não aconteceu! O divulgador da TelexFREE é madeira que cupim não rói, como no frevo do compositor pernambucano Capiba, cujo letra me permito transcrever em sua homenagem:
Madeira do rosarinho
Vem a cidade sua fama mostrar
E traz com seu pessoal
Seu estandarte tão original
Não vem pra fazer barulho
Vem só dizer... e com satisfação
Queiram ou não queiram os juízes
O nosso bloco é de fato campeão
E se aqui estamos, cantando esta canção
Viemos defender a nossa tradição
E dizer bem alto que a injustiça dói
Nós somos madeira de lei que cupim não rói
*Valdir Perazzo é defensor público do Estado do Acre

FONTE: Contilnet