quinta-feira, 24 de maio de 2012

Bloco parlamentar vai discutir endividamento de servidores públicos

Além do endividamento dos servidores, o novo bloco de parlamentares irá levantar debates sobre a energia elétrica, exploração de menores e outros temas de interesse da sociedade.


O endividamento do funcionalismo público será um dos temas importante a ser debatido pelo mais novo bloco parlamentar criado na Assembleia Legislativa do Acre, composto por cinco deputados. 

Os integrantes do novo grupo, Luís Tchê e Walter Prado, do PDT, Astério Moreira (PRP), e Edvaldo Souza e Eber Machado, do PSDC, garantem que ao contrário do que alguns setores da imprensa informaram, eles irão continuar participando da Frente Popular do Acre e apoiando a Mesa Diretora, mas precisaram criar o bloco para dar agilidade em alguns setores do legislativo acreano.

Na manhã desta quarta-feira (23) os integrantes do novo bloco se reuniram para discutir as estratégias que serão colocadas em prática ainda neste mês de maio. Eles demonstraram a força e a robustez do grupo ao inviabilizarem a votação de projetos que ocorreria na manhã desta quarta.

Os deputados Astério Moreira e Eber Machado defendem uma mudança no sistema de votação de projetos. “Não podemos votar um projeto, mesmo que seja de autoria da Casa, que chegue ao plenário às 11 horas para ser votado ao meio dia”, explicam.

Astério diz que acha muito importante a criação do bloco, principalmente porque um dos objetivos de seus integrantes é pensar e valorizar o poder legislativo.

“Este não é um movimento contra o governo, mas uma maneira que temos de discutir melhor os nossos projetos e as propostas que chegam do governo. Queremos fazer com que as comissões funcionem adequadamente”, explica.

Servidores endividados
Para o deputado Luís Tchê, a Aleac tem que chamar a população para participar dos debates. O parlamentar diz que apesar da presidente Dilma Rousseff vir fazendo um grande esforço para baixar a taxa de juros, maioria do funcionalismo público está endividadas com os bancos.

“Não vemos mais aquela alegria no final do mês, quando as pessoas recebiam seus salários e lotavam os comércios. As pessoas não fazem mais festa quando recebem seu dinheiro porque grande parte dele fica nos bancos. Para entender e tentar resolver esse problema enviamos um requerimento às secretarias de Fazenda e Administração, pedindo detalhes sobre o grau de endividamento de cada servidor.”

Luís Tchê diz que além do endividamento do funcionalismo, outros temas importantes, como a monstruosa dívida que o Acre tem com a União, a questão da energia elétrica, a exploração de menores, entre outros, também serão colocados em pauta para serem debatido no parlamento.


Pedofilia
O deputado Walter Prado alerta para um dado alarmente: o Acre é o terceiro estado com o maior índice de registro de ocorrência nos casos dos crimes contra menores, sendo o principal deles a pedofilia. O parlamentar adianta que o tema, que já foi discutido na Aleac, poderá ter ainda maior destaque ao ser inserido nos debates do novo bloco de parlamentares.

“Aqui no Acre não temos uma delegacia especializada para ajudar a combater a exploração de menores, principalmente a pedofilia que é um mal que precisa ser eliminado. Hoje o que temos é apenas um núcleo, quando precisamos de uma delegacia”, comenta.

A intenção de Prado é utilizar uma comissão permanente, já criada na Aleac para combater a pedofilia, como um instrumento de acompanhamento político, que irá dar visibilidade ao trabalho que será realizado pelo bloco de parlamentares.

Sucessão

Walter Prado garante que neste momento o bloco não está interessado em discutir sobre a sucessão da Mesa Diretora da Aleac, prevista para acontecer em fevereiro de 2013.  “Achamos que ainda é cedo para discutir este assunto. Futuramente a gente pode pensar nisso, mas agora seria um falta de respeito com a atual Mesa”, explica. 
 

Fortalecimento do legislativo
De acordo com o deputado Edvaldo Souza, a agenda formada pelo bloco dos cinco deputados, além de ser positiva, é propositiva. Ele desmente as informações de rompimento com o governo e com a Mesa Diretora da Aleac, e diz que o bloco do qual faz parte foi criado para fortalecer o parlamento acreano.

“Não há nenhum rompimento, nenhuma mal estar com quem quer que seja. O que existe é o pensamento de analisar de forma detalhada, efetiva e positiva todas as demandas que chegam até esta Casa. Até mesmo as demandas que são criadas aqui dentro devem ser analisadas detalhadamente pelo deputados. Nós entendemos que o parlamento tem que ser fortalecido. Estamos pensando no futuro e na produtividade da Assembleia Legislativa porque o povo nos cobra isso todos os dias”, destaca.

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