quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

UPA, que bicho é esse?


O blogueiro ACREUCHO relata a sua experiência ao visitar a UPA do segundo distrito

O estacionamento é ínfimo, mesmo havendo áreas enormes em volta delas. Essas áreas poderiam ser transformadas num "camping" para que as pessoas colocassem suas barracas enquanto esperam pelo atendimento.

Não há um local para que o doente, passageiro de um carro seja "descarregado" sem que tome chuva.

Para quem vem pela Via Verde, do sentido da Sobral, mesmo estando com um paciente passando mal, tem que ir até o trevo da antiga "corrente", pra fazer o retorno e poder entrar na UPA, só as ambulâncias podem fazer o retorno em frente a ela. Num trecho de mais de um quilômetro, uma mulher pode ter um filho, pode-se supurar um apêndice, um idoso pode ter um infarto e outras coisas.

Médicos, enfermeiros, atendentes e pessoal da limpeza que lidam com doentes, misturam-se com as demais pessoas na lanchonete.

Nesta mesma lanchonete, os salgados, que vem de fora, são "higiênicamente" guardados em caixas plásticas, "no chão", embaixo da mesa até irem para a estufa.

A moça que alcança o salgado é a mesma que passa o troco. O banheiro "unisex" da lanchonete, fica logo ao lado do balcão de atendimento.

Policiais que deveriam estar atentos, navegam na internet enquanto plácidamente, uma camionete cruza o canteiro entre o estacionamento de carros e a parada de ambulâncias.

Detentos são trazidos dos presídios e atendidos no meio dos demais pacientes, acompanhados por policiais armados onde há crianças e velhos.

Um rapaz estava sofrendo havia dois dias com dor de dente, porque não havia um alicate esterilizado para fazer a extração.

O aparelho de medir pressão, marca minha pressão como 12 por 7, quando sei que minha mínima é normalmente 16 por 9. Um termômetro mede a temperatura do meu sobrinho como 37,2, no mesmo instante outro dá 38,7.

Depois, conto outras coisas.

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